www.portaloceania.com

  Home      Mapa do Site

Portal sobre Viajar e Estudar na Austrália

   English     Español    

Você está no tópico
Austrália

Guia de Atrações

 Dicas de Roteiros

Lugares Incríveis

Os 10 mais

Distâncias Internas

Alugar Carro

Viajar de Carro

Viajar de Ônibus

Viajar de Trem

Viajar de Avião

Viajar em Tours

Viajar o Outback

A Grande Barreira

Esquiar na Neve

Parques Nacionais

Parques Temáticos

À partir da Austrália

Dicas de Viagem

F.A.Q.

 

RELACIONADO

Mapa da Austrália

Turismo na NZ

Converter Moedas
 

PORTAL OCEANIA 

Novidades no PO
Recomende PO

Quem somos
Contactos-Email
Link Portal Oceania

 

 

 

 

Links Patrocinados

 

 

 

Viagem ao Norte da Austrália

Dia  14  Port Douglas 

Decididamente o tempo melhorou e pela primeira vez em muitos dias acordamos com um nascer do Sol espetacular. Ainda não estava totalmente limpo, e volta e meia o céu fechava novamente, mas pelo menos nem sombra de chuvas. Fizemos panquecas com manteiga, geléia de morango e queijo, e saimos para passear a pé.

A praia estava cheia de gente se exercitando, gente caminhando, outros correndo, um grupo de Yoga, e alguns casais de turistas passeando de mãos dadas. Vimos um senhor colocando cadeiras para alugar e fomos tirar nossas dúvidas sobre nadar naquela praia. Ele disse que nessa época do ano não tem problema, mas falou que uma semana antes viu um crocodilo nadando perto da praia. Perguntamos se haviam ataques registrados, e ele disse que não. Explicou que os "crocs" passam por ali somente na época de acasalamento, quando vão procurar uma fêmea em outro rio que deságua no mar. Ele apontou para umas bóias perto da areia, e disse que poderíamos nadar sem problemas, ali tinha rede de proteção. Mas ainda estava um pouco frio para um mergulho.

Resolvemos subir o morro no final da praia, que segundo nosso folheto, tinha um mirante em cima. O dito era bastante inclinado e a trilha ía em longos zig-zags. Chegamos no topo, e estava preparando a camera para "aquela foto", quando o tempo começou a nublar. Foi como uma luz que vai se apagando, se apagando, e apagou. Fiquei "P" da vida. Só tinha uma faixa azul no horizonte e esperamos mais um pouco para ver se o tempo abriria de novo. Nada. O lindo visual da praia saiu uma porcaria na foto (foto). Vimos os dois Catamarãns para 400 pessoas cada, partirem para a Grande Barreira de Corais e perguntei para a Celia..." - Será que as pessoas veem graça em visitar a Barreira de corais com mais outras  800 pessoas? Nós fomos na Barreira de corais com 15, e achamos uma multidão, quanto mais com esse povo todo. Ficamos imaginando esses 800 mergulhadores de primeira viagem entrando em pânico porque viu um polvo dando-lhe uma "banana" com os oito tentáculos, e eles se assustando e pisando nos corais. E isso todos os dias, 364 dias por ano. O que salva a Barreira é que determinaram uma única área para visitas. Em outras palavras, o barco vai ao mesmo local todos os dias, e 800 turistas ainda por cima acham uma maravilha ver corais quebrados. Imagina se eles vissem o Fitzroy Reef.

Descemos do morro e fomos passear no  centro de Port Douglas. A primeira coisa que me chamou atenção foi a quantidade de prédios de 3 ou 4 andares que estão sendo construindos. De onde vem essa grana, perguntei à um sujeito de capacete que trabalhava na obra. Ele disse que são investidores Japoneses, comprando para alugar por temporada para turistas. Existe uma linha direta de Tokyo à Cairns, e os Japoneses vêm em massa nas férias. Continuamos nosso passeio, e paramos num Internet Café para colocar a correspondência em dia. O local dobra como locadora de DVD, sorveteria, e tinha um enorme baú cheio de livros usados, no qual você troca seu livro caquético de tanto lido, por um outro mais caquétito ainda, bastando para isso depositar A$ 1. Tinha livros em quase todos os idiomas do mundo. Depois fomos comprar comida num supermercado, incluindo repelente para mosquito. Pela primeira vez em toda viagem levei duas dentadas covardes pelas costas.

Continuamos o passeio olhando os Cafés que estavam cheios de turistas, e fiquei intrigado com a quantidade de gente tomando cerveja em barzinhos às 10 horas da manhã. Metade do estabelecimento tomava café da manhã e a outra metade " Booze" que na gíria australiana quer dizer birita. Fomos ao parque central da cidade onde há relíquias da guerra, e ficamos por um bom tempo vendo bombas, canhões, minas, e outras armas antigas. A Celia comprou uma sandália (não eram as legítimas) e depois sentamos para tomar sorvete. A temperatura estava muito agradável e ficamos por um tempão olhando as pessoas passarem na rua. Gente de todos os tipos, feias, medonhas, bonitas, gostosas, não tanto, cabeludas, carécas, tatuadas, enfim, um verdadeiro zoológico dos trópicos. Haviam também muitos gays, pois Port Douglas tem acomodações específicas e tours para esse segmento de mercado. Estávamos andando desde às 8 da manhã. Meus calcanhares voltaram a doer, e minhas costas também não estavam bem. No dia que ficamos conversando no Caravan Park, sentei torto no banco de madeira por um tempão e dei um jeito no cox. Chamou atenção um hotel em estilo Vitoriano, com  bandeiras de vários países do mundo, incluindo a do Brasil e a da Argentina, lado a lado.

Voltamos para o Caravan Park, passando por ruazinhas interessantes, com mais cafés, bares, lojas de souvenirs, de tours, e comerciais. Sempre tinha movimento na rua. Quando chegamos no Caravan Park fui direto para a cama, e peguei um livro para ler. O livro era sobre dois Ingleses viajando a Austrália, e a parte referente à Port Douglas era hilária. Um deles sempre sacaneava o outro, até mesmo na hora de comer. Quando um deles pediu um peixe num restaurante, o outro falou que ele teria sorte se escapasse da "Ciguatela" (toxina letal causada por peixes que comem corais). O cara suspendeu o prato e pediu bife, e o outro disse que a carne alí era muito boa, pois só serviam carne de canguru recém-atropelado na estrada. No final o sujeito acaba comendo macarrão puro. Eles descobrindo crocodilos, cobras venenosas, águas vivas, vomitando no barco, e muito preocupados com um surto de Dengue local. Era de se mijar de rir. Levantei melhor do jeito na coluna, e passamos o resto da tarde conversando com outros viajantes no Caravans Park.

O assunto predileto era o tempo, e isso estava me irritando duplamente. Primeiro pela previsão ser de Sol e o dia estava cinza, e segundo que por onde se ía, tanto na cidade quanto no Caravan Park, o assunto era o tempo. Gente falando que há mais de 10 anos não vê um tempo tão frio e chuvoso, gente se queixando da artrite, da orelha fria durante a noite, e por aí vai. Tinha um vizinho engraçado, que levava o motor de popa do barco pendurado atrás do carro (foto), e todo mundo que passava elogiava o novo método de propulsão do carro dele. Quando ele saía de carro, ele ligava o motor em ponto morto só para as pessoas pensarem que era o motor de popa que empurrava o carro. Uma Kookaburra (ave australiana) pousou num poste bem perto de nós e ficou lá por um bom tempo. Consegui fotografá-la bem de perto.

Combinamos no dia seguinte de voltar para a estrada, e ir para o interior rumo ao Tubos de Lava de Undara. De jantar comemos um "T-Bone Steak" com salada Grega e suco de laranja. Depois do jantar fui direto para a cama, pois a dor nas costas tinha voltado e já estava sem posição para ficar sentado na cadeira. A Celia ficou batendo papo com os vizinhos até tarde.

Kookaburra inteligente

Ulysses- as borboletas azuis 

Parques de Port Douglas De cima do morro

Novos empreendimentos Entrada da cidade

Continue lendo - Dia 15

Voltar ao Dia 13

Voltar ao Índice do diário de viagem

 

 

Turismo na Nova Zelandia

Guia de Cursos e Escolas na Australia

Google

Web Portal

 

 

 

© - www.portaloceania.com - Todos os direitos reservados - proibida a reprodução de fotos ou textos sem autorização
Fotos nesta página cortesia e copyright: Portal Oceania Termos de usoPoíitica de Privacidade