www.portaloceania.com

  Home      Mapa do Site

Portal sobre Viajar e Estudar na Austrália

   English     Español    

Você está no tópico
Austrália

Guia de Atrações

 Dicas de Roteiros

Lugares Incríveis

Os 10 mais

Distâncias Internas

Alugar Carro

Viajar de Carro

Viajar de Ônibus

Viajar de Trem

Viajar de Avião

Viajar em Tours

Viajar o Outback

A Grande Barreira

Esquiar na Neve

Parques Nacionais

Parques Temáticos

À partir da Austrália

Dicas de Viagem

F.A.Q.

 

RELACIONADO

Mapa da Austrália

Turismo na NZ

Converter Moedas
 

PORTAL OCEANIA 

Novidades no PO
Recomende PO

Quem somos
Contactos-Email
Link Portal Oceania

 

 

 

 

Links Patrocinados

 

 

 

Viagem ao Norte da Austrália

Dia  25

De Bowen a Airlie Beach - 101 Km

Saímos de Bowen cedo umas 7 da manhã, e fomos dar uma volta nas imediações. Subimos até o mirante da cidade e tiramos umas fotos. De cima dava para ver a enseada onde o Caravan Park que ficamos estava, e ver o fundo de lama exposto com a maré baixa. Passamos também pelo terminal pesqueiro, que exporta horrores de peixes anualmente, e essa é a maior atividade da região juntamente com a Manga. Bowen é um dos poucos lugares na Austrália, onde se pode comprar peixe fresco direto das traineiras, pois barcos de outras regiões já tem todo o pescado vendido para cooperativas, ainda em alto mar. Fizemos um pouco de hora para esperar a loja de náutica abrir, e comprar uma hélice nova para nosso motor.

Na loja, uma senhora muito simpática trouxe uma hélice que custava A$ 180. Quando examinei de perto vi que o modelo era diferente, pois esse era para motores com exaustão por dentro da hélice, e o meu a exaustão é feita na metade da rabeta. Ela ligou para representante Tohatsu em Townsville e disseram que o meu modelo não era mais fabricado e me aconselharam a procurar num ferro velho de motores de popa. Ela ligou para o dito em Townsville e eles também não tinham. Ligou para outro, e enfim achou a hélice. Onde?! Na Gold Coast, onde moramos. Resolvemos então passar numa loja Mitre 10, que vende ferragens em geral e comprar um kit de fibra de vidro e resina. Eu mesmo ia moldar e consertar a hélice, sendo que o kit custou A$ 12.

Pegamos a estrada que estava espetacular, com céu azul e muito pouco tráfego. Já fazia tempo que não mantinha 110 Km/h cravados o tempo todo, e iríamos fazer os 101 Km que separam Bowen até Airlie Beach nas Whitsundays em mais ou menos uma hora. Já perto do destino, uma carreta que vinha em sentido contrário derrapou um pouco no acostamento e voltou a pista. Quando cruzou comigo levamos uma chuvarada de pedras e escutamos dois cracks fortes no para-brisas. Pronto, quebrou o vidro! Ficaram 2 teias de aranha pequenas na parte de baixo, uma do lado do motorista e outra do lado do passageiro, mas dava perfeitamente para continuar dirigindo. Só que de cada uma saiu uma rachadura, que ia aumentando de tamanho durante a viagem. Pareciam que iriam se encontrar exatamente no meio do para-brisas. Fiquei com medo daquele pedaço quebrar e cair no nosso colo e diminuí a velocidade. Chegamos em Airlie e fomos direto procurar um vidraceiro de carros. O sujeito perguntou se nosso seguro cobria para-brisas, e a Celia disse que sim ( por isso pagamos A$30 por ano a mais, pois o seguro normal não cobre para-brisas). Pedimos para fazer o serviço, mas lá não tinha o nosso modelo do vidro. Tínhamos que esperar dois dias para a encomenda chegar de Townsville. Resolvemos ficar do jeito que estava e consertar na próxima cidade,  pois o vidraceiro garantiu que o vidro não cairia, já que só a parte de fora tinha quebrado e a que fica por dentro do sanduiche de plástico estava inteira.

Do vidraceiro fomos para um Caravan Park um pouco depois da cidade, que já tínhamos ficado antes, mas custava A$ 37 por noite. Ligamos pelo celular para outros Caravan Parks e achamos um de A$ 25. Fomos direto para lá e por coincidência, a rua de acesso era bem na frente do vidraceiro, ou seja, tivemos que voltar tudo. O Caravan Park era bem bonzinho, e pudemos escolher entre dois sites. Escolhemos o maior, onde poderíamos armar o toldão para nos proteger do Sol. Ao lado tinha uma família de 5 pessoas, todos muito obesos, e fiquei imaginando como dormiam dentro daquela caravan pequena. Com o tempo descobrimos que eles passam o dia sentados nas cadeiras e não fazem mais nada, a não ser comer. No outro lado, tinha uma casal que vivia dentro de um ônibus enorme e que saiam para trabalhar todas as manhãs bem cedo. Essa seria nossa vizinhança por duas noites.

Depois de um lanche passamos a tarde fazendo tarefas fundamentais. A Celia organizou o material de pesca, enquanto eu fui consertar a hélice doente. Primeiro fiz um enxerto de fibra picada com resina usando fita adesiva para mantê-lo no lugar, e depois uma espécie de sanduiche, vestindo 2 camadas de tecido de  fibra de vidro de cada lado, resinando e lixando. Ficou igualzinho as outras pás, só que vermelha. Agora bastava deixar no Sol para curar bem. Ficamos discutindo o que seria o jantar, e resolvemos que jantaríamos fora. Em Airlie tínhamos comido uma das melhores pizzas de nossas vidas, num restaurante bem legal na rua principal, e agora queríamos testar de novo.

Airlie Beach é um lugar de badalação. Turistas do mundo inteiro em sua maioria jovens, vêm atraídos por vários esportes náuticos, mergulhos em recifes de corais, cursos de mergulho, e noitadas em boates, pubs e restaurantes da cidade. A rua principal (foto) fica ao lado da praia, que é uma das piores da Austrália, a não ser que você seja caranguejo e goste de lama. Por isso, a prefeitura construiu um piscinão, trazendo areia branca e decorando com palmeiras, como um paraíso tropical. Para o Australiano é assim, se não tem praia a gente cria uma, mas sem praia a gente não fica. A rua principal é constituída de muitos restaurantes, boates, lojas vendendo tours, lojas de souvenirs, internet café, e muitos pubs e barzinhos para manter a galera alegrinha.

Quando escureceu fomos para o restaurante, e ele continuava igualzinho. Fui até a parte onde um pizzaiolo virava e rodava massas de pizza por cima da cabeça, e quando me aproximei ele me olhou e falou..." You are the brazilian guy, aren't you?" Eu reconheci o sujeito. Era o mesmo Pizzaiolo de 7 anos atrás. Curioso, perguntei como ele se lembrava de mim, e ele falou que poucas pessoas vão até lá elogiar o trabalho dele, e eu na época tinha inclusive dado A$ 10 de gorjeta. Eu tinha me esquecido, mas ele não. Pedimos 1 pizza para cada, que era do tamanho do prato e custaram A$ 18 cada. Assim como da outra vez vieram deliciosas, e muito bem servidas de ingredientes. São assadas em forno a lenha e a "mozzarella" vem de Ingham, aquela cidade italiana que passamos antes. Tomei uns 3 chopes e passamos um bom tempo olhando o movimento das pessoas na rua. Ao pagar a conta, fui lá dentro me despedir do pizzaiolo e dar outros A$ 10 de gorjeta. Ele me agradeceu, apertou minha mão, e eu falei..."See you again in seven years time". Voltamos para o carro passamos por pubs e boates e o movimento de gente estava crescendo. Pessoas chegando a todo momento. Dei as chaves para a Celia dirigir a Van, pois com 3 chopes eu já estaria acima do limite legal, e fomos direto dormir.

Praia artificial de Airlie Beach

Outro ângulo da praia artificial

Especulação imobiliária em Airlie Pub

Rua principal de Airlie Beach

Continue lendo - Dia 26

Voltar ao Dia 24

Voltar ao Índice do diário de viagem

 

 

Turismo na Nova Zelandia

Guia de Cursos e Escolas na Australia

Google

Web Portal

 

 

 

© - www.portaloceania.com - Todos os direitos reservados - proibida a reprodução de fotos ou textos sem autorização
Fotos nesta página cortesia e copyright: Portal Oceania Termos de usoPoíitica de Privacidade