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História 
da Nova
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 Foi entre os anos 900 e 1200, que pescadores e caçadores da Polinésia chegaram em canoas na terra de Aotearoa, que em Maori significa "País das Longas Nuvens Brancas". Essas viagens eram planejadas nos mínimos detalhes, com canoas grandes chamadas de Pahi. Não vieram de uma única ilha, mas de várias diferentes, e por conseguinte de tribos diferentes. Eles iam para a Nova Zelândia para caçar a Moa, uma ave 3 vezes maior que uma ema ou avestruz, e que chegava à quase 4 metros de altura além de pesar 200 quilos. Os ovos da Moa davam um omelete gigante para "breakfast" da aldeia inteira, e além disso, os ossos eram usados para a fabricação de artefatos de decoração e de guerra.  A carne, principalmente a da coxa e do peito, dava para alimentar um batalhão de gente, e as penas juntamente com os ossos trabalhados valiam que nem ouro,  e como objeto de troca em toda a Polinésia. Não foi à toa que a Moa acabou extinta.

Os Maoris se estabeleceram em diversas partes da Nova Zelândia, tanto na Ilha do Norte como na do Sul, vivendo em sistemas tribais com seus respectivos chefes e tradições por muitos anos. Mais adiante em 1642, o Holandês Abel Tasman, navegava à Oeste da Ilha do Sul quando viu terra, e achando tratar-se de um novo continente, batizou o lugar de Staten Land.  Resolveu seguir a costa, e descobriu que na verdade tinha descoberto uma Ilha, e mudou o nome para Nieuw Zeeland em homenagem a sua terra natal. Feliz da vida com a descoberta, e cantando o hino da Holanda, Abelzinho ordenou que a tripulação desembarcasse para explorar a ilha. Já ia desembarcar também quando os Maoris atacaram. Foi uma batalha deliciosa, já que os Maoris eram Canibais, e cortar a cabeça do inimigo para embalsamar era a tradição. Muitos pararam na mesa de jantar, mas o Abel conseguiu escapar por muito pouco mesmo. Fugiu com todas as velas enrriba e jamais tocou com os pés na linda Nieuw Zeeland que descobriu. Só depois de mais de 100 anos do banquete, é que o Intrépido Capitão James Cook (que acabou comido também muitos anos depois no Havaí), resolveu visitar a churrascaria rodízio Kiwi. Como cuspia ao falar em holandês Nieuw Zeeland, resolveu inglesar o nome para New Zealand.

Em 1769, o intrépido Cook conseguiu desembarcar sem ser comido, e voltou duas outras vezes, rodando as ilhas do Norte e Sul e dando nomes aos lugares, tais como: Baía Cook, Cabo Cook,  Enseada Cook, Vulcão Cook, e Moari Cook (cozinheiros Maoris). Depois de mapear e dar nomes aos bois (Bull Cook e Cow Cook) foi embora e deixou a Nova Zealândia para nunca mais voltar. Por muito tempo a New Zealand viveu períodos tumultuados. A caça da baleia por franceses e chineses andava à mil por hora, e constantes conflitos entre Maoris e baleeiros eram rotina. Rivalidades entre diferentes tribos Maoris também aumentavam, cada qual cobiçando o próximo com água na boca, e para obter mais terras. Mosquetes trazidos pelos baleeiros eram trocados por mantimentos frescos e por baleias com os Maoris, e diferenças entre poder de fogo entre tribos, fez com que os Maoris guerreassem entre si pelo domínio do poder e das terras. A população Maori encolheu bastante como resultado dessas guerras. Ao mesmo tempo, Missionários Cristãos meteram o bedêlho querendo apaziguar tanto os confrontos internos, como levar o cristianismo à lugares gourmet, digo, não civilizados. Os franceses estavam bastante interessados em ficar com a ilha e com as baleias para eles, e a situação estava ficando caótica na linda Aotearoa. Num belo dia de Sol, (lá na Inglaterra) a Côrte Britânica decidiu por um fim na anarquia, e convenceu os líderes Maoris em assinar um tratado que iria levar paz e prosperidade ao lugar.

O Tratado de Waitangi foi celebrado em 6 de Fevereiro de 1840. Nele, dentre os principais termos do acordo, figurava o seguinte: 1) Os Maoris iriam continuar como donos das terras e com os locais tradicionais de pesca. 2) Os Maoris aceitariam o novo governo colonial Inglês, incluindo o direito de comprar terras Maoris. Todas as transações de terras Maori ou não, seriam efetuadas através do governo. 3) Reconhecimento pelos Maoris da soberania de Reis ou Rainhas da Inglaterra. 4) Os Maoris teriam os mesmos direitos e privilégios dos colonizadores. 5) Todas as terras que foram empossadas ou irregularmente compradas antes do tratado, iriam retornar aos Maoris. O tratado engloba bem mais do que isso, mas os pontos mais importantes eram as terras, no qual os Ingleses teriam que comprá-la, ao invés de simplesmente tomarem na marra. Com relação ao comando, os chefes tribais continuariam com o comando de suas tribos e tradições, mas obedecendo um governador geral enviado da Inglaterra, bem como as novas leis impostas. O Tratado de Waitangi continua em vigor até hoje e está em pleno funcionamento. Volta e meia uma causa é vencida pelos Maoris para reintegração de terras, e em outras pelo governo. Todas as causas são decididas nos tribunais normais da Nova Zelândia.

Depois do Tratado, tudo se acalmou. Em 1860 descubriram ouro e isso trouxe muitos imigrantes, Mas o boom do ouro só durou uns 10 anos. Então a Nova Zelândia passou a se concentrar mais na produção agrícola bem como na pecuária, e importou um monte de fazendeiros Ingleses. Tornou-se um dos maiores exportadores de carne de ovelha no mundo, bem como primeiro lugar em exportação de lã. Carnes, laticínios e derivados, tiveram exportação turbinada pelo advento da refrigeração em navios. Tudo ia de vento em popa em Aotearoa. Em 1893, o Parlamento já estava bem consolidado, e pela primeira vez no mundo as mulheres passaram a votar em eleições nacionais. Maoris conquistaram forte representação no parlamento, e um estado voltado para o social começou a se formar. Apesar da distância para muitos mercados e da pouca população, o país começava a se projetar internacionalmente.

A Independência da Nova Zelândia foi no dia 26 de Setembro de 1907, desligando-se do Reino Unido financeiramente, com seu próprio governo, bandeira, e leis. A Coroa Britânica apesar de ter grande influência na nação através do Governador Geral, passou a não interferir mais nas decisões internas do novo país. Não houve nenhum tipo de rebelião ou ato extremo, mas sim um estado de transição, que ocorreu naturalmente de forma tranquila e amigável. Os interesses eram de ambas as partes.

Nas duas grandes guerras mundiais junto com tropas aliadas, a Nova Zelândia deu seu apoio mandando mais da metade de sua população masculina. Em Galípole na Turquia em 1915, sofreu as maiores baixas, com quase 80% dos combatentes mortos. O ANZAC sigla para "Australian and New Zealand Army Corps" é até hoje reconhecido pela importância que teve em mudar os destinos da guerra e das nações. É comemorado até hoje mesmo pelas novas gerações. Uma vez por ano na Nova Zelândia, alguns poucos sobreviventes e descendentes desses militares vão para as ruas de manhã bem cedo, para uma parada civil lembrando os milhares de mortos durante a guerra (ANZAC DAY). Após a guerra, a Nova Zelândia declarou-se Nuclear Free, ou seja, não possui armas nem usinas nucleares. Recentemente não enviou tropas ao Iraque, tendo participando somente com apoio logístico.

De lá pra cá, a Nova Zelândia aprimorou o bem estar de vida de sua pequena população, e entrou de pioneira em várias áreas jamais tocadas em outros países. Uma das principais mudanças ocorreu no setor público, onde descobriu-se que os próprios serviços do governo poderiam ser feitos melhores por empresas privadas. Estatais desapareceram, e tudo foi privatizado. Somente poucos órgãos ainda continuam funcionando com funcionários públicos. Muita gente foi demitida e alguns recontratados como terceirizados e prestadores de serviços apenas. Praticamente todos os setores do governo incluindo a previdência social, hoje são administrados por empresas privadas. No letreiro na rua, nos jornais, e onde mais lê-se governo, o que está por trás são funcionários comuns como os de qualquer outra empresa. Não existe mais o funcionário público, somente o servidor (leia-se contratuado público). O governo trabalha da seguinte maneira: estabelece um orçamento anual para cada setor, e entrega o dinheiro na mão de cada cia sub-contratada. Se essa empresa não cumprir com as obrigações, ou com a qualidade dos serviços, é imediatamente substituida por outra. No orçamento para as sub-contratadas, estã previstos gastos com funcionários, custos operacionais, e um lucro para a empresa, dentro dos padrões normais de mercado.  A prestação das contas é feita até nos centavos, e se houver qualquer irregularidade, a cadeia fica bem ao lado (que também é administrada por outra sub-contratada). Outra grande implementação feita recentemente, foi o incentivo à imigração de profissionais qualificados em demanda pelo mercado (Skill Immigration), de forma que a Nova Zelândia possa crecer e possa acompanhar os rumos da economia mundial.

Luizão quis convencer as autoridades kiwecas, que foi um ancestral dele que primeiro chegou na Nova Zelândia, e que veio da America do Sul viajando na conoa Polinésia da foto acima. O departamento de Imigração não engoliu a alegação e o visto foi negado.

 

 

 

 

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