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O
Neo-Zelandês é um
povo muito solidário, porque na verdade sempre dependeu
um do outro devido ao isolamento da Nova Zelândia em relação
ao resto do mundo. Para entender melhor, veja esse caso
real..."Um encanador foi chamado para consertar a
bomba d'água de um Chalé isolado nas montanhas da Ilha
do Norte. Chegou lá e constatou que precisaria de um
eletricista para desmontar um painel. Esperou uma hora até
que o eletricista chegasse, e o painel foi desmontado. Por
mais que se esforçasse, não conseguia pressão
suficiente para levar água ao andar de cima. Ligou para o
vendedor da bomba, que o colocou em contato com um
engenheiro da fábrica, que por sua vez acionou o
engenheiro elétrico que desenhou o painel. Passaram
juntos mais de duas horas em ligações alternadas no
telefone celular, onde passo a passo os engenheiros
explicavam o que deveria ser feito. Resumindo, no final de
mais de 4 horas, o problema foi resolvido. Mais de 6
profissionais de áreas diferentes se envolveram, pagando
do próprio bolso o uso do celular, para ajudar uma única
pessoa que estava em apuros. O detalhe é que era domingo,
mas isso não importa, porque a grande realização de um
Kiwi, está em se sentir útil, ajudando um ao outro do
jeito que podem. Aliás, se você quiser ver um Kiwi feliz,
basta pedir informações na rua. A vontade de ajudar é
tanta, que só faltar te levarem no colo. No quesito
solidariedade é nota 10.
Educação:
Apesar
de informais os Kiwis sempre usam boas maneiras ao se
relacionarem com qualquer uma pessoa. É costume pedir
sempre "Por favor" (Please) e agrader
depois (thank you ou thanks) faz parte do
dia a dia, seja na rua, no trabalho, restaurante, ou até
entre amigos. Sorry ou Pardon ( desculpe-me),
é usado em qualquer situação onde se tenha causado
transtorno, interrompido uma pessoa, ou feito algo errado.
O não uso dessas palavrinhas mágicas pode acarretar em
ser ignorado por quem está lhe atendendo, ou quem acabou
de conhecer, ou ainda, até mesmo ser motivo de demissão
numa empresa, por ser considerado rude demais para os padrões.
Os Kiwis são extremamente críticos nesse sentido e não
abrem mão. Basta entender que o nível social é homogêneo,
e as pessoas não se sentem diminuídas ou empregadas umas
das outras, mas sim cumprindo uma função.
Fato
real : Num restaurante, um cliente chamou a garçonete
por "psiu", e pediu uma CoKe. Ela foi lá dentro
e trouxe um prato para a mesa ao lado mas não trouxe a
Coke para quem pediu. Ele pediu de novo, e de novo foi
ignorado. Ameaçou de falar com o gerente, e foi ignorado.
Até que se levantou para reclamar. O gerente chamou a garçonete,
que por sua vez foi até a mesa onde o grupo de rapazes
estava, e falou: - O gerente mandou dizer que enquanto você
não falar "Excuse me, may I have a Coke
please?" e também "Sorry", pelo modo com
que você me tratou anteriormente, eu não devo atendê-lo.
Senso
de Humor: Os Kiwis
têm, só que leva-se algum tempo para entender e extraí-lo.
O motivo é que as piadas e as coisas que fazem rir, estão
relacionadas com o universo do país, e é muito difícil
rir de algo quando se está fora do contexto, ou não se
entende patavinas que querem dizer. Piadas de baixo calão
não são populares, e as piadas mais contadas são deles
próprios, ou sobre os Oz. Uma que ilustra muito bem o
modo Kiwi de rir de si próprio, é uma piada em que numa
ilha deserta estavam um Kiwi, um Inglês, e um Australiano.
O Gênio da Lâmpada iria realizar somente um desejo para
cada um. O Inglês disse que queria estar num pub em
Londres bebendo uma cerveja Guiness, e foi atendido
imediatamente. O Australiano disse que queria voltar para
Sydney, e foi atendido. Quando chegou a vez do Kiwi, ele
simplesmente começou a chorar, e falou para o Gênio,
"Estou com saudades dos meus amigos! Quero eles de
volta!". O lance da piada é o fato do Kiwi se
sentir um ser solitário e isolado do mundo, e que precisa
de gente o tempo todo para conversar e ser feliz. De uma
forma geral, o Kiwi tem um humor contido e natural. Sorri
por cortesia, e não é espalhafatoso ao rir de uma piada
ou entre amigos, a não ser que a piada seja de
Australianos. O humor é sutil e bem elaborado, como numa
firma só de mulheres onde um cartaz afixado na parede diz..."
Aqui não processamos homens por assédio sexual, nós
classificamos de 0 a 10".
Maneira
de ser e Amizades: Pode
ter certeza que passando por ruas de cidades médias ou
pequenas,
as pessoas vão lhe cumprimentar na rua, falando
qualquer coisa para puxar um assunto. Nas maiores cidades
isso não acontece com tanta frequência, mas mesmo assim
acontece de vez em quando. A maioria dos Kiwis
simplesmente não consegue ficar frente a frente ou ao
lado de uma pessoa sem falar com ela. O quebra gelo
predominante e que não compromete ninguém, é falar
sobre o tempo, para logo em seguida se você for
estrangeiro perguntar "Where are you from?".
Kiwis ao se cruzarem na rua, cumprimentam-se com uma balançada
de cabeça para o lado, ao mesmo tempo que levantam as
sombrancelhas. Inicialmente os Kiwis são um pouco
fechados com estrangeiros, resquício de uma época em que
tudo vindo de fora representava perigo, pois afinal, eram
tão poucos contra tantos. Hoje está melhor, mas mesmo
assim o Kiwi demora a se abrir, principalmente se você
for muito expansivo, do tipo que fala alto, ou gesticula
muito, pois eles agem opostamente a isso. São muito
controlados na maneira de tratar. Fazer amizade com um
Kiwi pode levar tempo para construir, mas uma vez feito,
tornam-se grandes e ótimos amigos. Kiwis têm plena noção
do país que têm nas mãos e ajudaram a construir, e
portanto não gostam de serem criticados. Existe uma
homogeneidade no que se refere a quem você é, e quem eu
sou, onde não há melhor ou pior, a não ser
conhecimentos diferentes. Qualquer pessoa, seja Kiwi ou não,
se for demostrar superioridade ou contar vantagens, é
imediatamente colocado de lado e devidamente ignorado numa
conversa. A visão é de que todos somos iguais, e estamos
num mesmo barco. Para um Kiwi, pessoas que se vangloriam
de um feito, mesmo que tenha sido extraordinário, só
merecem crédito se a glória for de todos os Kiwis ao
mesmo tempo, caso a glória seja individual, o máximo que
se irá escutar é um curto e gozador "
Excellent!!!". Esse modo de pensar reflete-se até
mesmo na maneira de falar como vamos ver no próximo bloco.
Maneira
de falar e de agir: Por
não admitir que nenhuma pessoa possa ser maior ou mais
importante do que outra, os Kiwis têm uma maneira muito
interessante de elogiar ou incentivar o outro. " Not
too bad" por exemplo, se refere ao elogio supremo
que alguém pode receber de um Kiwi. Ninguém vai falar
que você fez isso ou aquilo "very good",
ao invés, falarão que não está nada mal. Sinta-se
no pódium se alguem lhe falar isso, mas sem demonstrar
muito entusiasmo pelo elogio. Por outro lado se uma coisa
é boa ou está legal, como exemplo, "vou passar na
sua casa às 6 da tarde", a resposta provável será
"As good as gold" (tão bom quanto ouro).
No caso de um problema a ser resolvido, como:-você sabe
como chegar lá em casa? a resposta Kiwi provavelmente será:
"Piece of Cake" (pedaço de bolo) que
para um Kiwi a expressão tem a conotação de fácil de
fazer, de não ter problemas, e é oriunda dos tempos
antigos, quando nas fazendas os donos ofereciam um pedaço
de bolo para os trabalhadores nos intervalos para lanche.
Aliás, para um Kiwi, não há nada que não possa ser
feito ou alcançado, mesmo que nunca tenha feito aquela
tarefa. Se você perguntar à um Kiwi numa festa, se sabe
tocar violão, o mais provável é que responda:."No,
but I will give it a go", ou seja, mesmo que não
saiba muito bem, não se importa de tentar. "How ya
doing" ou "Good Morning" são as formas de
cumprimentos mais usados ao se conhecer ou encontrar uma
pessoa, sendo que num grupo, o Kiwi ficará mudo e calado
até que alguém o apresente ao restante. Se ninguém
fizer, ele mesmo pode tomar a iniciativa de se apresentar
a você, lhe estendendo a mão falando o primeiro nome
SEMPRE acompanhado do sobrenome. Mulheres normalmente não
estendem a mão para cumprimentar antes do homem, e um
beijo no rosto só é dado quando já se tem alguma
intimidade com a pessoa, nunca na primeira vez. Alumas
pessoas não se importam, em serem abraçadas e beijadas
ao se cumprimentarem, mas estranham a atitude.
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| Luizão
teve que passar 9 meses tendo aulas intensivas de
boas maneiras na Nova Zelândia, mas pelo menos
aprendeu a falar" Please". O "Thank
you" deve ser aprendido em breve, em mais 5
meses. |
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