Christchurch
é a maior cidade da Ilha do Sul, além de ser a mais
Inglesa de todas na Nova Zelândia. É bastante simpática e
gostosa, e com exceção do centro, não tem muitos prédios
altos, sendo a maioria das construções constituídas de
casas, ou apartamentos de no máximo quatro andares. A
cidade é bem conectada por rodovias, além de trem, ônibus
interestadual, e avião, recebendo inclusive vôos
internacionais. Christchurch fica de frente para o mar, e a
parte de trás, é chamada de Canterbury.
Essa região que circunda Christchurch, se estende por
terras planas até os Alpes, e é repleta de fazendas e
pequenas vilas, que juntas abrigam 485 mil pessoas. O único
problema de Christchurch é durante o inverno, quando a
temperatura desce mais que minha conta bancária, e se não
fossem os aquecedores nas casas e hotéis, o esfriado
turista, iria se olhar no espelho e ver um pinguim. Nas
primeiras horas da manhã, normalmente a temperatura fica
abaixo de zero, e depois sobe para alegres 8 graus ou menos.
Pelo menos os aficionados por Ski na Neve fazem a farra.
Christchurch
tem um Mago, que com sorte pode ser encontrado na Cathedral
Square, bem no centro da cidade. Essa praça, com sua
belíssima catedral em estilo Gótico, é o centro turístico
da cidade, e nas imediações estão diversos Cafés,
Restaurantes, e Hotéis de alto gabarito. Logo ao lado, o Tram
faz um percurso de 2.5 Km pelos lugares mais turísticos. Um
pouco mais afastado do centrão, fica Kilmore e Durham
Streets, onde está o Centro de Convenções, o Cassino, e
mais Hotéis, Restaurantes e Bares. O Jardim Botânico é um
dos mais bonitos em toda a Nova Zelândia, e no Avon
River que contorna o local, passeios em gondolas pelo
rio são muito lindos e se tem a impressão da paisagem
pertencer a um filme europeu. Christchurch tem a economia
baseada em produtos primários, como a indústria de laticínios,
mas pouco a pouco tem se modernizado e conta com um polo
muito bom em informática e muitas indústrias de ponta. O
aeroporto internacional recebe grande quantidade de turistas
a cada ano, sendo esse outro ponto importante da economia.
Dentre as belas construções no estilo Inglês, podemos
destacar o interior do Centro de Artes, que é absolutamente
fantástico e vale uma visita. Para se ter uma boa visão de
toda a cidade, uma subida de teleférico (cable car) ao Mount
Cavendish proporciona uma vista panorâmica de toda a
região. A vida noturna é bastante agitada, com muitos
pubs, bares e boates. Christchurch tem ondas para surf que não
existem em nenhum outro lugar, pois o intrépido surfista
será forçado a dar vários aerials para se esquivar
de icebergs, e entubar com pinguins, focas e afins. Roupa de
borracha com lareira interna é absolutamente necessária, e
caso o congelado surfista não queira enfrentar água fria,
existem quantidades enormes de outros esportes radicais para
elevar a temperatura da alma.
Canterbury
Plains é a faixa que
vai do litoral, logo quando a cidade acaba, até as
cordilheiras nos alpes. A área é toda plana, dividida por
fazendas (foto), uma colada na outra, e produzem muitas
coisas diferentes, desde trigo e leite, até ovelhas e gado
de corte, incluindo saltitantes veadinhos. Aliás, carne de
veados são servidos em restaurantes com o nome de Deer,
e se for experimentar um, não deixe de ligar para casa e
falar-."Oi mãe, comi um veado ontem à noite!"
Olhar essa área do alto, de preferência num balão, é a
melhor opção, e existem companhias que operam esses vôos
sempre que o tempo permitir. Mais para dentro, e na medida
que chega-se perto da cordilheira, lagos com paisagens de
natureza deslumbrante e vilas super acolhedoras vão
surpreendendo o empolgado turista. O Arthur Pass, é uma
parte da cordilheira que permite a passagem via rodoviária
de um lado ao outro. Na vila de Arthur Pass a 2751 metros de
altura, o parque nacional, atrai andarilhos e escaladores de
todas as partes do mundo, com o intuito de caminhar por
trilhas ainda virgens por dentro dos Alpes. Existem trilhas
que podem ser feitas em algumas horas, outras de dia Inteiro,
pernoite, ou para toda a eternidade, se o andarilho esquecer
de levar casaco. Condições do tempo em áreas Alpinas,
mudam mais rápido que câmbio do dolar, e mesmo no verão,
faz bastante frio durante a noite. Por isso não faça como
o Arthur, que correu o risco e acabou "Pass-Away".
O
Trem Tranz Alpino é
considerado um dos mais espetaculares passeios de trem no
mundo, e sai de Christchurch em direção a costa Oeste da
Ilha do Sul, mais precisamente para a cidade de Greymouth.
Esse passeio classificamos como "Imperdível", e a
não ser que o dia esteja uma meleca, você vai ver o tempo
todo paisagens de deitar pena de Kiwi. No pico do verão,
também é bonito, mas recomendamos ir no final do inverno,
(entre Setembro e Novembro) quando os picos ainda estão
bastante nevados, e por causa do degelo, os rios ficam
caudalosos e as montanhas repletas de cachoeiras. O Trem sai
de manhã cedo de Christchurch, atravessando os planos de
Canterbury. Em seguida inicia a subida dos Alpes, e na
medida em que sobe por um único lado, picos nevados e
paisagens lindas como de calendários vão aparecendo. Tem
momentos que o trem anda bem na beira de precipícios, com o
rio lá em baixo, proporcionando calafrios no vertiginoso
turista. Durante o trajeto, passa por diversos túneis,
pontes, cruza estradas, e até mesmo corre paralelo a elas,
na mesma velocidade dos carros. O último vagão é aberto,
só com telhado e uma mureta de proteção, e serve para você
congelar lá fora, digo, congelar belos momentos fotográficos.
No topo da cordilheira, o trem para na estação de Arthur
Pass, onde passageiros sobem e descem, na maioria jovens,
que vão explorar o parque. Na descida, mais paisagens
interessantes até chegar na cidade de Greymouth. Este
passeio pode ser feito num mesmo dia ou estendido por mais
tempo.
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Curiosidade
1: O Mount
Cook com 3754 metros é o ponto culminante de
toda a Australásia, e pode ser visto de perto por
helicóptero, avião ou carro a partir de
Christchurch. Além dele, existem outros 27 picos
com mais de 3000 metros na Ilha do Sul. |