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Gisborne
fica na Baía da Pobreza,
pois o intrépido Capitão Cook quando passou por lá,
encontrou muitos arrecifes que impediam a aproximação.
Também a paisagem era mais desolada, com menos vegetação,
e num momento de profunda reflexão, resolveu batizá-la de Poverty
Bay. Na verdade a enseada onde hoje fica Gisborne, é
ampla e com bom calado para embarcações de grande porte,
mas na época, como o Cook não era perfeito, o fato passou
desapercebido. De pobreza a Baía não tem nada. É
exuberante, com praias absolutamente fantásticas, e os
arrecifes que antes atrapalhavam a navegação do nobre
colonizador, são excelentes para pesca de linha, e Surf,
isso sem falar no mergulho, cujo resultado com certeza serão
suculentas lagostas na panela. Mas como diz o velho ditado,
quem tem Cook tem medo (ou algo parecido...).
Gisborne
é famosa por ser a primeira cidade no mundo a ver a luz do
Sol (aquela coisa de linha de mudança de data, sabe como é...).
Mas se o iluminado turista quiser mesmo ser o primeiro no
mundo a ver o dia raiar, vai ter que subir os 1750 m. do MT.Hikurangi.
Quanto mais alto o distendido turista for, mais chances de
ser o primeiro a ver os primeiros raios solares, ou se for
baixinho como eu, levar uma escada montanha acima, pode
garantir o privilégio. Gisborne conta com uns 44 mil
habitantes incluindo a área rural, o centro é ajeitado,
apesar de nada especial (foto). Culturalmente tem grande
influência Maori, e conta com 3 Museus além de galerias de
arte. A cidade tem toda infra-estrutura básica, como bons
restaurantes, boates, pubs, piscinas naturais de água
quente, supermercados, shoppings, e variedade de acomodações.
Dois lugares interessantes e grátis, são conhecer o Capitão
Cook em pessoa (foto no final), representado por sua
imponente estátua na praia em frente a cidade, e no mesmo
local, do outro lado da rua, umas pinturas num muro,
expressam cenas da época da colonização. Mas o melhor de
Gisborne, fica mesmo fora dela, nas imediações...
Nos
arredores de Gisborne,
o ponto alto são as praias. Basta seguir para o Norte, que
elas aparecem numa sequência de enseadas de águas
transparentes. No verão, a população comparece em massa
para aproveitar a temperatura gostosa da água do mar. No
Inverno, as praias ficam praticamente desertas, somente com
a presença dos Surfistas que aproveitam o melhor período
de ondulações no ano. Nessa época, as águas ficam bem
frias e quando venta é torturante, mas nada que uma boa
roupa de borracha não dê jeito. Numa extensão de 8 km ao
Norte de Gisborne, o intrépido Surfista irá encontrar um
verdadeiro playground para a prática do esporte. Wainui
Beach e Makorori Beach são as melhores, com
ondas para todos os níveis surfísticos, e points tanto
para a direita quanto esquerda. Para o Sul, depois de 80 Km
de estrada, está Mahia. Essa praia é considerada
uma das mais consistentes, recebendo ondas de várias direções
e com todos os tipos de Surf. Os amantes da natureza irão
se deliciar com caminhadas ao ar livre, pois a região é
montanhosa, proporcionando ótimas caminhadas na mata, que
em alguns casos, vão dar em espetaculares cachoeiras ou em
mirantes. O Te Urewera National Park, é considerado
um dos 10 melhores trekkings na Nova Zelândia e possui um
circuito de 50 km ao redor de um lago, que pode ser feito em
2 dias, acampando uma noite.
Quase
toda a área rural ao
redor de Gisborne está ocupada com plantações de uva para
a produção de vinhos, e não surpreende o fato de cerca de
30% de todos os vinhos produzidos na Nova Zelândia provirem
dessa região em conjunto com Hawkes Bay. Mas não é só de
uva que a região vive. Por causa do clima com muito sol e
sem extremos, ela também produz muita maçã, e outras
frutas e legumes em menor escala. Como ocorre em quase toda
a Nova Zelândia, as peidorentas ovelhas estão presentes em
toda a parte, e posso garantir que se houver gente com insônia
na região, o problema não é falta de ovelhas para contar.
Outras cidades pequenas para o sul como Wairoa,
quanto para o Norte como Talaga Bay, possuem
estrutura bastante básica, mas recompensadas com vistas e
praias de tirar o fôlego. A estrada para essas localidades
é muito bonita, e vai por dentro das montanhas com vista
para o mar. Como tal, é cheia de curvas fechadas que sobem
e descem sem parar, e portanto recomendamos fortemente não
pegá-las após uma farta refeição, ou nem as ovelhas vão
aguentar o cheiro.
Cursos
em Gisborne
Atrações
Turísticas em Gisborne
Distâncias
rodoviárias de Gisborne até:
| Gisborne
- Talaga Bay |
54
km |
45
min. |
| Gisborne
- Wairoa |
98
km |
1 hora e
30 min. |
| Gisborne
- Napier |
215
km |
3 horas
e 25 min |
| Gisborne
- Tauranga |
301
km |
5 horas |
| Gisborne
- Rotorua |
275
km |
4 horas
e 50 min |
| Gisborne
- Auckland |
505
km |
8 horas
e 20 min |
| Gisborne
- Wellington |
529
km |
8 horas
e 15 min. |
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| Gisborne
- Centro |
Intrépido
Cap. James Cook |
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