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Essa é a
zona mais "Cool" desse website
e aconselhamos os leitores a botar o casaquinho, porque
vamos subir bem alto nos lugares mais frios da Nova Zelândia,
os Southern Alps como são conhecidos. Também vamos
saber sobre os Glaciers, dentre os mais famosos, o Fox
e o Franz Joseph, que atraem pessoas de todas as
partes do mundo.
Os
Alpes da Ilha Sul se
estendem por mais de 540 km começa bem nas imediações de
Blenheim, e termina nos Fiords, no Sul do país. O ponto
mais alto é o Mount Cook, com 3754 metros, além de
mais de 20 picos acima dos 3 mil. Toda a cadeia de montanhas
que compreende os Alpes ainda cresce cerca de 11 milímetros
por ano devido as placas tectônicas do Pacífico e Austrália,
que ainda continuam a "briga", espremendo uma
contra a outra. A massa de terra compactada, acaba
escapulindo para cima, adicionando altitude a cordilheira, e
ocasionando pequenos terremotos, que as vezes são
confundidos com o Luizão caindo da cama. A
cordilheira só é interrompida em 3 pontos mais baixos
chamados Passes, nos quais foram construidas estradas
e ferrovias, ligando um lado ao outro da ilha do Sul. São
eles, o Lewis Pass, um pouco ao Sul de Benheim, o Arthur
Pass, que fica mais ou menos em frente a cidade de
Christchurch, e o Haast Pass, bem mais ao Sul, para
as bandas de Queesntown. Fora esses 3 pontos, não existe
outra maneira de se passar de um lado ao outro, exceto
voando ou escalando.
Os
Alpes têm umas sessões que
viraram parques nacionais, e são usados para uma variedade
de esportes diferentes. Alpinismo e caminhadas são muito
praticadas tanto no verão, quanto no inverno. Esqui na neve
é praticado entre Junho e Outubro, e a duração da
temporada está sujeita a quanto de neve cair. Todas as estações
de esqui possuem máquinas de fazer neve que trabalham 24
horas por dia, ajudando a natureza. Caminhadas, são as
preferidas pela maioria das pessoas, e são feitas em
trilhas ultra bem cuidadas e demarcadas (foto) que sempre
levam a paisagens e lugares espetaculares. Vôo livre, e de
planador são atividades bastante populares, principalmente
pelo fato dos Alpes receberem uma das melhores térmicas no
mundo, o que pode garantir aos entusiastas, a quebra do
record mundial em altitude. Para os que estão sem condições
físicas mas gostariam de ver os Alpes de cima, diversas
companhias operam vôos tanto em helicópteros como em
aeronaves monomotor, e pousam em campos nevados próximo aos
picos. Dentre esquiadores experientes, uma das atividades
preferidas é o Heli-Ski, no qual o Helicóptero deixa o
esquiador no topo de uma montanha, e o intrépido despenca
colina abaixo.
Algumas
partes dos Glaciers,
principalmente para o Sul do Arthur Pass, onde a cordilheira
passa dos 3 mil metros. Mais para o Sul a cordilheira
diminui de tamanho mas mesmo assim ainda produz muitos
Glaciers nas encostas. O Tasman Glacier ao Sul do Mt.Cook,
é o mais longo do mundo nessas altitudes com 28 km, mas não
é facilmente acessado. Para quem deseja ver Glaciers de
perto, o Fox (foto) e o Franz Joseph são os
mais populares, e estão à poucos kms um do outro. Existe
toda uma infra-estrutura turística montada para que você
possa vê-los de maneiras diferentes. Pode-se subir a pé
por trilhas demarcadas, de helicóptero, ou de avião. Ambos
pousam no topo, e a pessoa desce para um passeio. De helicópitero,
vê-se mais detalhes, e o dito sobrevoa o Glacier em Zig Zag,
como surfando uma onda de um lado ao outro do vale, porém,
na parada no topo (pouco mais de 5 minutos), o Heli não
desliga o motor, o que corta um pouco do barato de apreciar
a paisagem em silêncio absoluto. Já o avião desliga o
motor lá em cima, mas não sobrevoa o Glacier da maneira
que o Heli faz. O ideal é ter possibildades de conhecer os
dois Glaciers, um de Heli e o outro de avião. Aliás, com
din din, o grande lance é fazer o circuito completo, indo e
pousando nos 2 Glaciers, e mais uma volta ao redor do cume
do Mt.Cook.
Subir
a pé não é
fácil,
mais é a maneira que os Glacier são mais visitados pela
galera mais nova. Tem que estar em muito boa forma física.
A maioria, segue pela beirada do rio, até chegar na base do
Glacier, e a partir daí, uns continuam até o topo, e
outros dão meia volta e retornam. A decisão é sua, e a
forma física também. De qualquer forma, subindo a pé, você
terá chance de ver em loco, o tamanho dos blocos de gelo,
que de longe parecem farelo de açúcar, mais de perto se
transformam em blocos do tamanho de casas. Grutas, e
passagens dentre os blocos (foto no topo da página),
despertam a curiosidade de entrar, mas atenção que o risco
de vida é eminente, pois os blocos estão em constante
movimento e podem rachar, despencar, ou esmagar uma pessoa
sem aviso prévio. Por isso recomendamos fortemente não
entrar dentro de buraco nenhum. A trilha fica logo ao lado
do Glacier, mas se você sair da trilha, e passar a subir
por sobre eles, a brincadeira torna-se extremamente perigosa.
As cores dos blocos de gelo são de um azul profundo, o que
caracteriza temperatura cavernosa de fria. Procure andar em
terreno firme com neve, mais jamais sobre ou dentro dos
blocos de gelo.
| Dica
1: Pode-se
acessar o Fox e o Franz Joseph Glacier, a partir de
Christchurch ou a partir das cidades de Greymouth e
Queenstown. Apesar de não ser muito longe, gasta-se
quase uma manhã inteira para chegar, pois as
estradas são no meio de montanhas, e a velocidade média
é típica de tartaruga. A grande dica é dormir nas
cidadezinhas que ficam na frente dos Glaciers, e
fazer o passeio no dia seguinte. |
| Dica
2: No Fox
Glacier existe uma acomodação hotel/backpacker que
também funciona como terminal de ônibus (acho que
é o único na área). Esse hotel tem um clima ótimo
com muito agito da galera e também um restaurante
muito bom com preços honestos, além de galera do
mundo inteiro, jogando sinuca, escutando música no
pub, ou tomando uma cerveja nas mesinhas ao ar livre.
Foi o mais divertido hotel que já ficamos na New
Zealand. O Franz Joseph tem um monte de hotéis e a
cidadezinha é bem maior. |
| Dica
3: Se estiver
viajando a Ilha do Sul o melhor roteiro é o
seguinte: 1) Vai de carro ou melhor ainda, de trem
Tranz-Alpine de Christchurch até Greymouth, e no
mesmo dia chega nos Glaciers. 2) Dorme lá, e faz os
passeios nos dias subsequentes. 3) Sai para
Queenstown, segue pelo litoral e passa pelo Haast
Pass. Vai chegar em Queenstown de tardinha. Grande e
aprazível viagem Alpina, talvez seja um dos
melhores tours de toda a New Zealand. |
Distâncias
rodoviárias dos Glaciers até:
| Greymouth |
180 km |
2 horas
e 45 min |
| Haast |
170 km |
2 horas
e 30 min |
| Queenstown |
402 km |
7 horas
e 40 min. |
| Christchurch |
435 km |
6 horas |
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