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Nelson
pop
52000
Picton
pop
4000 |
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A Ilha do
Norte e a Ilha do Sul,
são separadas por uma distância de 96 Km uma da outra,
pelo famoso pedaço de mar chamado Estreito
de Cook. A ligação entre as ilhas é feita das cidades de
Wellington na Ilha do Norte, e
Picton na do Sul, por avião, ou por um navio que carrega
passageiros e veículos, chamado de ferry boat. Políticos
em 1850, cogitaram de fazer de Picton a Capital da Nova Zelândia,
e mandar Wellington às favas, mas por causa do estreito de
Cook, que às vezes se torna tão
temperamental quanto o intrépido
capitão, acharam por bem manter Wellington. O fato do Cook
Strait em dias de tempestade ser considerado um dos
mais perigosos mares do mundo, decisivamente influiu na
decisão, pois afinal "quem
tem Cook, tem medo! ", e bastaria um mau tempo contínuo,
que a capital ficaria isolada do resto do país. Hoje, a
travessia por ferry dura pouco mais de 3 horas, e por
avião 25 minutos. Se você não for levar o carro no ferry,
a dica é ir de navio e voltar de avião (ou vice versa) por
uns 30 dólares à mais, e assim ter a oportunidade de ver
as cidades do alto.
Chegando
ou saindo de
Picton, você entrará num região chamada Queen
Charlotte Sounds (foto). Os Sounds, são como vales ou
gargantas que foram escavadas no desgelo durante milhões de
anos. Quando a água do mar entrou, formou os canais em meio
a montanhas e o mar. A placidez e a transparência das águas,
só não são maiores, porque esses canais são bastante
profundos. O contraste entre o verde da vegetação, e o
azul do mar, é belíssimo, e num dia claro, sem vento, o
maravilhado turista vai se sentir no paraíso. Os sounds
também são bastante usados pela população local para
diversão de fim de semana, pois inúmeras enseadas, praias,
e lugares pristinos, são ideais para acampamentos e
picnics, por serem abrigados do vento, e do mar batido. Por
esse motivo, várias fazendas de ostras e mexilhões
funcionam dentro dos Sounds, e pequenas embarcações
alegremente cruzam os canais, para pescar, velejar, esquiar,
ou simplesmente contemplar.
Picton
é uma cidade
pequena porém bem simpática, e com ótima infra estrutura
turística para todos os gostos. Um museu-porto, conta a
história de quando a pesca da Baleia era permitida, e
restaurantes, bares, boates, pubs, e muitas aventuras entretêm
qualquer tipo de turista. Por ser elo de ligação entre
ilhas, com certeza você vai dar uma paradinha lá, e bem na
frente do terminal, onde o Ferry Boat
chega (foto), fica a estação de trem. Basta caminhar
alguns minutos que já chega na estação (ou pegue o
cortesy bus). Os horários dos trens e do ferry, são
coordenados, de forma que quando um chega, o outro está
partindo logo depois. Ou seja, se não for ficar em Picton,
não dê bobeira tomando uma geladinha pela cidade, senão
vai ficar a ver navios. Outra coisa importante, é que tem
que comprar o bilhete do trem antes (no mínimo um dia),
pois o dito funciona na base de reservas. Às
vezes no período de baixa temporada, dá para comprar na
hora, mas é arriscado. O Alemão que estava ao meu lado,
dançou, e teve que efetuar uma pernoite forçada em Picton
para pegar o próximo trem. Já o ferry, não necessita de
reservas antecipadas, pois cabe gente até afundar.
O
Trem Tranz Coastal, cujo nome faz jus ao cenário,
sai de Picton e vai até Christchurch (ou vice versa)
parando em cidades pelo caminho. O trajeto por si mesmo, é
uma viagem, com paisagens de deixar turista estrábico e
criancinha quieta no assento. O conforto no trem é para
Reis e Rainhas, com poltronas forradas com pele de carneiro
tingidas de cinza. O serviço de bordo faz inveja à muitas
cia aéreas, e servem comidas e bebidas com preços razoáveis.
Em ambos os lados, janelas panorâmicas lhe dão total visão
dos cenários, e em algumas partes
do trajeto, o trem trafega tão junto do mar, que a impressão
que dá é que os trilhos estão na areia (foto). O trem
passa por 22 túneis, 175 pontes, e um monte de cidades
pequenas. Em algumas delas trafega literalmente no meio da
rua. Essa viagem é daquelas que a gente quer que dure mais
tempo, pois o visual e conforto são demais. Existem vários
pacotes com economia razoável que variam de acordo com a época
do ano. (veja na lateral dessa página
em "Relacionado").
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Nelson
fica a 148 km de Picton. Toda a região é cercada por
morros, praias, e lagos paradisíacos. A cidade é bastante
pitoresca, bem planejada, e aconchegante. Toda a economia
está vinculada ao turismo, e aos excelentes e suculentos
frutos do mar pescados na região. A agricultura responde
por mais de 50% dos vinhos produzidos na Ilha do Sul, além
de outras colheitas como a da maçã. Em Nelson você poderá
ter um dos melhores pratos de frutos do mar de sua vida, de
preferência, acompanhado por um dos excelentes vinhos
brancos produzidos na região. Se você gosta de ostras e
mexilhões, Nelson é o paraíso da culinária dos bichos do
mar. As ostras são sublimes, carnudas, ligeiramente
adocicadas, e enormes. Os mexilhões idem idem, com casca
esverdeada ao invés de preta, e ambos saídos de águas
limpas e cristalinas. Peixes e lagostas são de descabelar
Netuno, e os caranguejos e siris, parrudos e fortes como os
halterofilistas, um sonho para os amantes de frutos do mar
como eu. Para completar, Nelson tem um
dos melhores climas da NZ.
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Passeios
sejam a pé, ônibus,
barco, avião, canoa, ou bicicleta, existem em grande oferta
para todos os bolsos, sem falar das trilhas e caminhadas,
que são consideradas o grande lance do lugar. Os Parques
Nacionais, ao redor de Nelson estão dentre as 10 melhores
da Nova Zelândia e ainda por cima não custam nada. Nelson
tem uma excelente marina, com barcos e iates
de todos os portes, e no verão, a cidade fica bem cheia,
devido ao grande fluxo turístico de Kiwis e estrangeiros.
Por isso, se for na alta temporada, o melhor é reservar
acomodação com antecedência. Só para ter uma idéia, o
aeroporto nessa temporada passa a ser o quarto maior da Nova
Zelândia em volume de tráfego, e o entreposto de pesca
torna-se o maior de toda a Oceania. Três Parques Nacionais,
cada qual com uma característica diferente, garantem
visuais e aventuras inesquecíveis. O Abel Tasman
National Park é mais à beira mar, com praias, grutas,
cavernas, formações rochosas e muito mais. O Kahurangi
National Park tem maior diversidade de plantas, e com
cenário mais alpino. O Nelson Lakes National Park, (foto)
como o nome diz, é ao redor de um lago belíssimo, que
inclusive permite esquiar quando está congelado e tem neve.
A beleza de toda essa área é
impressionante.
A
região tem
Tours Radicais e Contemplativos da melhor qualidade e eles
estão à disposição do abonado turista, sendo um dos mais
recomendados é o da foto ao lado, passeio num teleférico
com as pernas dependuradas para fora, fica-se
apreciando a paisagem. Na descida, a velocidade chega
a quase 100 km por hora, e a volta é de marcha a ré. Não
se esqueça de levar um casaquinho para ocasionais espasmos
de ventos polares lá em cima. Para os que preferem aguçar
as papilas gustativas, Vinícolas de Nelson oferecem tours
para degustação dos mais variados tipos e sabores de
vinhos. Fomos num desses tours e adoramos. O único problema
é que ao sair, a gente se confundia e chamava Nelson
de Wilson, mais tudo bem. A comunidade Maori é grande, e
bastante misturada com Europeus e outros Kiwis, com muitos
artistas e artesãos consagrados, contribuindo para atrair
atividades culturais no local. A população é hospitaleira
e prestativa, e como em qualquer outro lugar da Nova Zelândia,
tratam o visitante com muito carinho.
Cursos em
Nelson
Atrações
Turísticas em Picton e Nelson
Distâncias
rodoviárias de Picton até:
| Wellington
(por ferry) |
96 km |
3 horas
e 20 min |
| Wellington
(por avião) |
96 km |
25 min. |
| Nelson |
120 km |
2 horas |
| Blenheim |
30
km |
25
minutos |
| Kaikoura |
160 km |
2 horas
e 15 min. |
| Christchurch |
335 km |
5 horas |
| Queenstown |
820 km |
13 horas |
| Dunedin |
700 km |
9 horas
e 30 min. |
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| Bábábá
- Wilson |
Bábábá
- Nelson |
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